Hoje eu senti vontade de escrever sobre mim. Sem filtro, sem personagem, sem tentar parecer perfeita. Só… eu.
A Mika Lee Ray é uma pessoa legal. Eu sei disso. Eu sou gentil, tenho um coração bom, gosto de tratar bem as pessoas, gosto de ajudar quando posso. Eu me importo de verdade. Eu tento olhar os dois lados das situações, tento não sair julgando, tento entender antes de falar. Mas, ao mesmo tempo, eu também sou humana. E isso significa que eu erro — e erro muito.
Tem dias em que eu não sou essa pessoa legal. Tem dias em que eu posso ser difícil, posso ser impulsiva, posso magoar alguém sem querer… ou até querendo, no calor do momento. E isso é algo que pesa em mim. Porque por mais que eu erre, eu nunca fico em paz com isso. Eu sempre tento consertar. Sempre tento pedir desculpa. Sempre tento melhorar. Eu não sou perfeita, mas eu estou sempre tentando ser melhor do que fui ontem.
Eu tenho um lado muito meu que pouca gente entende completamente. Eu sempre fui fascinada por bruxas, por ocultismo, por magia, especialmente Wicca. Não é modinha pra mim. É uma coisa antiga, que vem desde a infância. Sempre teve algo nesse universo que me puxou, que me chamou. Uma conexão difícil de explicar, mas impossível de ignorar.
Ao mesmo tempo, eu sou completamente apaixonada por arte. Eu amo criar, amo artesanato, amo colocar a mão nas coisas e transformar algo simples em algo bonito. Eu amo música — de um jeito quase necessário. Eu faço tudo ouvindo música. Tudo. E quando não é música, é podcast. Eu simplesmente não gosto de silêncio. Parece que a minha mente precisa estar sempre conectada a algo.
Eu gosto de instrumentos musicais, mesmo sem saber tocar direito nenhum. Já tentei ter banda, já tentei fazer dar certo… e não deu. Mas, mesmo assim, foram momentos que eu guardo com carinho. Eu gosto de cantar, mesmo sem técnica, sem aula, sem nada. Eu só gosto. E às vezes isso já basta.
Eu também tenho minhas contradições. Eu amo me sentir sexy, poderosa, linda. Eu gosto de pole dance, gosto de dança sensual, gosto de me olhar no espelho e me sentir incrível. Mas também tem dias que eu me sinto completamente o oposto disso. Dias em que eu me sinto um nada, desleixada, sem brilho. E eu acho que isso também faz parte de ser quem eu sou.
Eu amo assistir filmes nos finais de semana. Amo séries de terror, aquelas que dão um frio na barriga. E, ao mesmo tempo, amo novelas — principalmente as antigas. Tem algo nelas que me conforta, que me traz uma sensação de casa, de memória, de tempo mais simples.
Eu amo chocolate. Muito. Isso não tem nem discussão.
Eu não sou muito fã de bebida alcoólica. Já fui, inclusive. Teve uma fase em que eu bebi bastante. Mas eu escolhi parar. Muito disso tem a ver com a minha história, com meu pai, que é alcoólatra. Eu não queria seguir esse caminho. E foi uma escolha difícil, mas necessária.
Eu odeio exercício físico. De verdade. Não é drama. Eu tento gostar, eu tento insistir, mas ainda não virou algo que eu ame. Quem sabe um dia… ou talvez não também.
Eu gosto de coisas simples e profundas ao mesmo tempo. Eu gosto de plantas, gosto de mexer com terra, gosto de plantar, gosto de ver algo crescer. Eu gosto de ir pra roça, de sentir o ar diferente, de desacelerar.
Eu gosto de empreender, de criar coisas minhas, de não depender de ninguém. Eu gosto dessa liberdade de poder ser quem eu quiser, de trabalhar do meu jeito, no meu ritmo.
Eu gosto de ajudar as pessoas. De verdade. E eu queria poder ajudar muito mais. Eu queria ter dinheiro suficiente pra poder fazer diferença na vida de outras pessoas, não só na minha. Isso é uma coisa que mora forte dentro de mim.
Eu não sou uma pessoa apegada a bens materiais. Claro, eu gosto de conforto, gosto de coisas boas… mas o que realmente me chama são experiências. Viagens. Conhecer lugares novos, culturas diferentes, pessoas diferentes. Coisas que ninguém pode tirar de mim depois. Memórias são, pra mim, muito mais valiosas do que qualquer objeto.
E no meio de tudo isso… sou eu. Cheia de fases, cheia de mudanças, cheia de dúvidas e vontades.
Apenas a Mika Lee Ray.
Imperfeita, intensa, em construção… e ainda assim, inteira.
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