Teve uma época em que eu simplesmente amava aquele visual. Era intenso, diferente, meio rebelde — bem do jeitinho que eu gosto. Mas, sendo sincera, dava um trabalho absurdo. Era retoque quase toda semana, descoloração, tinta, cuidado redobrado… e mesmo assim o roxo insistia em desbotar rápido, ficando meio apagado antes da hora. Era lindo, mas exigia muito de mim.
Agora estou nessa fase loira, mais “tranquila”, mais prática. E eu realmente gosto. Tem dias que eu olho no espelho e penso: “tá bonito assim também”. Só que, ao mesmo tempo… quando vejo fotos antigas com o cabelo roxo e preto, bate uma saudade forte. Daquela versão mais ousada, mais livre, mais “sem pensar muito”.
E é engraçado, porque ao mesmo tempo que eu sinto vontade de voltar, também vem um pensamento estranho, tipo: “será que já não passei dessa fase?”. Às vezes me sinto meio velha pra isso. Um paradoxo total, porque no fundo eu sei que não tem idade pra se expressar do jeito que a gente quer.
Até porque… eu trabalho pra mim. Eu não preciso seguir padrão de empresa, nem agradar ninguém além de mim mesma. Eu posso ser quem eu quiser — e isso é libertador.
Talvez seja só uma fase mesmo. Talvez o loiro fique por mais um tempo. Ou talvez, do nada, eu volte com tudo pro roxo (ou qualquer outra cor maluca que me der vontade). E tá tudo bem.
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