No começo, eu me senti meio "peixe fora d'água" com tanto rosa em volta, mas conforme a conversa com as amigas ia fluindo e a gente entrava na sala de cinema, o clima mudou. Existe algo muito poderoso em ver tantas mulheres (e homens também!) celebrando algo que fez parte da infância de todo mundo.
O mais maluco? O cinema estava lotado de rostos conhecidos. Parecia uma reunião de escola ou um evento da cidade, sabe? A cada cinco passos eu ouvia um "Oi, Mia!" ou encontrava um amigo de longa data que eu não via desde que comecei a focar 100% no meu e-commerce.
🎥 O Filme e o "Soco no Estômago"
Eu fui esperando só diversão, mas saí com a cabeça fervendo. O filme fala tanto sobre as pressões de ser mulher, sobre as expectativas que a gente carrega e aquela busca eterna por um ideal que nem existe. Me peguei pensando na minha própria jornada — entre cuidar do Zaqueu, tocar meus negócios, a faculdade de História e ainda tentar manter minha essência "esquisita" e autêntica.
O que levei desse dia:
A conexão cura: Estar com as minhas amigas e rir de coisas bobas me lembrou que a vida não pode ser só trabalho e boleto.
Amigos são âncoras: Ver tanta gente querida me fez perceber que, por mais que eu ame meu mundo reservado e esotérico, a comunidade aqui de Lafaiete é o que me mantém no chão.
Pode ser rosa e ser profunda: A gente não precisa se encaixar em uma caixa só. Eu posso amar Tool, praticar pole dance e me emocionar com a boneca mais famosa do mundo.
Saí da sessão com o coração quentinho e uma vontade enorme de abraçar todo mundo que passou pela minha trajetória. Às vezes, a gente só precisa de um balde de pipoca e uma dose de nostalgia para lembrar quem a gente é de verdade.
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